Curso de Verão CESEEP 2023 – EDUCAR PARA UM MUNDO SOCIAL E RACIALMENTE JUSTO

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A edição 2023 do Curso de Verão do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) será realizada entre os dias 5 a 14 de janeiro.

O curso continuará sendo realizado no formato on-line e manterá os traços da metodologia da Educação Popular, com espaço para o estudo e reflexão sobre os temas propostos, bem como momentos de partilha de saberes e de experiências, de vivência ecumênica e inter-religiosa.

Será organizado em duas modalidades de inscrição: a) Palestras à noite, com Rodas de Conversas pela manhã. As Rodas de conversas darão oportunidade de reflexão sobre os saberes apresentados nas noites, bem como vivência, mesmo que virtual da mística do mutirão, com arte, aconchego e partilha; b) Palestras à noite. As noites terão, além das palestras, também momentos de mística e de intervenção cultural.

Embora remoto, haverá a possibilidade de encontro nas comunidades e movimentos sociais que quiserem e puderem acompanhar o curso em grupos, em seus locais de origem. Nesse caso, a cada 5 pessoas inscritas, uma não paga a inscrição.

Informações e como se inscrever:

Saiba mais informações sobre a edição e a programação completa em:
https://cursodeverao.ceseep.org.br/inscricoes-abertas-curso-de-verao-2023/

Contato: telefone 11 3105-1680 / e-mail verao@ceseep.org.br

Valor: a) Curso completo: R$ 120,00; b) Palestras: R$ 60,00

Pagamento: Ao final da inscrição você poderá escolher realizar o pagamento via: pix, cartão de crédito ou boleto.

Sobre o tema:

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, elas podem aprender a amar. (Nelson Mandela)

Chocam-nos a discriminação e a violência contra pessoas pela cor de sua pele ou pela sua origem, por sua orientação sexual, por serem pobres e até por sua religião. Choca-nos também a destruição da natureza, do solo, das águas e do ar com suas consequências para a sobrevivência da humanidade. No entanto, pior do que isso é a naturalização dessas violências e dessa forma de relação com o meio ambiente.

O espancamento até a morte, no Rio de Janeiro (RJ), de Moïse, um imigrante congolês negro, o assassinato com requintes de crueldade da adolescente de 14 anos, Daiane Girá Sales, da Reserva indígena Kaingang de Redentora (RS); espancamentos e assassinatos de homossexuais e travestis e incêndios criminosos, especialmente os ocorridos na Amazônia, não geram comoção nacional, pois, de alguma forma, encontra-se uma explicação “natural” ou fatalista.

Choca-nos mais ainda a reação das pessoas diante desses fatos, especialmente por sabermos que grande parte delas passaram pelo menos oito anos na escola formal e, também, que uma boa parte, passou pela educação religiosa, em toda sua diversidade. Ou seja, a educação que recebemos nos ensina a ver o mundo sob este prisma; há um currículo escolar e religioso que prioriza a competição e não a solidariedade entre pessoas, que promove uma relação com o meio ambiente predatória e não de cuidado e de manejo sustentável.

Na contramão desta forma de educar, encontramos boas experiências educativas com foco na ação colaborativa e na promoção do bem estar comunitário, com destaque para a participação popular na tomada das decisões e nos encaminhamentos para a melhoria de vida de pessoas e grupos empobrecidos e vulnerabilizados. Com esses grupos há, ainda, muito para se aprender, tanto em relação aos conteúdos, como à sua metodologia. Várias dessas experiências serão compartilhadas durante o Curso de Verão, nas sessões da noite.

Partimos do pressuposto freiriano de que a Educação muda pessoas e pessoas mudam o mundo e que a Educação não é algo estático, mas sim um artefato cultural que muda de acordo com o tempo histórico e com os grupos que tem o poder de decidir sobre o que é preciso que se aprenda para manter o mundo como está ou para mudá-lo.

No Brasil, a Escola afeta diretamente 72 milhões de brasileirxs e seus familiares: 48 milhões no ensino infantil e fundamental, 16 no médio e 8 no superior. O que queremos é educação de qualidade para todas as pessoas. A pandemia, com o fechamento das escolas e a troca das aulas presenciais pelo ensino a distância, excluiu milhões de crianças e jovens, sobretudo da zona rural e de regiões sem acesso à internet. Perderam-se dois anos de estudos e não basta retornar às aulas e tentar recuperar o tempo perdido com o mesmo currículo e metodologia.

É preciso reinventar a educação, superar desigualdades, discriminações e racismo.

Por esta razão, o tema do Curso de Verão 2023 será EDUCAR PARA UM MUNDO SOCIAL E RACIALMENTE JUSTO.

Fonte: Site CESEEP