1º de Maio, Dia de Luta por Teto, Terra e Trabalho

1º de Maio, Dia de Luta por Teto, Terra e Trabalho

Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores, para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos do meu povo (Isaias 10,1-2)
Que toda família tenha um Teto para morar! Que todo agricultor tenha um pedaço de Terra para plantar e produzir! Que todo trabalhador tenha um Trabalho para ganhar o pão de cada dia! (Papa Francisco)

O Papa Francisco defende “uma economia diferente, que faz viver e não mata, que inclua e não exclua, que humaniza e não desumaniza, que cuida da criação e não a depreda”. É a economia de Francisco e Clara que repensa a atual política econômica que concentra a renda nas mãos de poucos enquanto a maioria do povo passa por imensas dificuldades. Segundo a ONG britânica OXFORD, os 1% mais ricos do mundo detém 99% de todo fluxo da economia mundial. No Brasil cerca de 10 a 20 pessoas concentram mais riqueza que a metade da população. Tal situação é um pecado estrutural, imperdoável aos olhos de Deus: não é possível que a riqueza continue concentrada nas mãos de poucos.

As coisas só pioraram no Brasil para o povo desde o impeachment-golpe de 2016 da presidenta Dilma. Hoje há no Brasil cerca de 15 milhões de desempregadas/dos; 20 milhões de pessoas passando fome; 116 milhões com deficiência alimentar. Vivemos uma situação de morte onde o atual presidente de extrema direita, em acordo com governadores e prefeitos, parlamentares e juízes só aumentam o sofrimento do povo. Para o teólogo e escritor Leonardo Boff, tal presidente “tem as características do anticristo … não gosta do povo, não gosta dos índios e quilombolas, discrimina os negros e as mulheres, defende a ditadura, não cuida da saúde e educação, foi responsável por 80% das mortes por Covid segundo os especialistas por desprezar as vacinas.” Não bastasse tudo isso, uma maioria parlamentar (deputados, senadores, vereadores) fazem leis injustas, escrevem decretos opressores, para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos do povo.

O momento do nosso país é crítico: o povo no trabalho precarizado ou desempregado passa fome. Os preços dos alimentos básicos, gás, energia elétrica, gasolina, etc., dolarizados estão caríssimos. Mas como os preços estão dolarizados se recebemos nossos salários em real?

A unidade da classe trabalhadora é importante para mudar esta situação. O ano eleitoral é uma oportunidade única para elegermos um presidente e governadores comprometidos com os interesses do povo, para elegermos deputados e senadores de esquerda e de centro-esquerda preocupados com a construção de um mundo onde todos e todas tenham vida e vida em plenitude.

Pois a riqueza precisa ser partilhada com justiça, os alimentos abundantes e suficientes devem alimentar a toda população. Mas para mudar esta situação, precisamos de uma nova política econômica, uma economia que contemple a todos e todas e não apenas uma pequena elite.

Trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, lutemos por um Brasil mais justo e mais fraterno!

1º de Maio de 2022 – Pastoral Operária da Diocese de Nova Iguaçu