La Historia no Camina al Ritmo de Nuestra Impaciencia

Luiz Alberto Gomez de Souza *

Esta frase, cheia de significado, está num dos últimos escritos do grande poeta espanhol Antonio Machado, ao partir para o exílio ao final da guerra civil, cruzando a fronteira com sua mãe moribunda. Ele próprio morreria dias depois. Em texto que escrevi nas primeiras horas da madrugada do dia 30  eu, que vivera o golpe no Brasil – quando fui preso logo no dia 4 de abril de 1964 – e depois o golpe no Chile – onde meu estatuto de funcionário internacional das Nações Unidas  protegeu a mim e a minha família, parti para o México uns meses depois-, perguntava: virá outro golpe? Sim, dois golpes militares e agora um golpe parlamentar. Este, de certa forma mais insidioso, pois travestido de pseudolegalidade – as liturgias processuais cumpridas na forma, ainda que não escondessem sua profunda ilegitimidade, ao depor uma presidenta eleita pelo voto e acusada por quatro pretextos menores e irrelevantes, reduzidos a pó pelas afirmações contundentes de Dilma Rousseff que, valente e com competência e firmeza, enfrentou por horas seus acusadores.

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Questão político-religiosa hoje

Temos duas tendências político-religiosas opostas. Desde o final dos anos 60, desenvolveu-se na América Latina a Teologia da Libertação. Ela preparou a declaração dos bispos católicos no encontro continental de Puebla, em 1979, que proclamou "a opção preferencial pelos pobres”. Trata-se de um compromisso social com base nos princípios evangélicos, que repercute no político e que prega o compromisso dos…

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